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sábado, 18 de dezembro de 2010

EIXO VI


Ao revisitar o VI Semestre detive-me na Interdisciplina: Desenvolvimento e aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II , na qual realizamos estudos pertinentes sobre Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos,conceituando elementos teóricos importantes para a minha aprendizagem.
Mediante os textos apresentados pela Interdisciplina fica claro que existem três diferentes formas de idealizar a relação ensino/aprendizagem que são:
Pedagogia diretiva, quando o professor ensina e o aluno aprende. O conhecimento é transmitido para o aluno. Epistemologicamente, essa relação pode ser representada pelo empirismo. Para os empiristas, o individuo é uma tábula rasa, segundo a qual “não há nada no nosso intelecto que não tenha entrado lá através dos nossos sentidos”, diz Popper (1991). Nesse sentido, o homem nasce com a capacidade mental extremamente reduzida e apenas o contato direto com o exterior possibilita a assimilação e criação de conhecimentos. Na pedagogia não diretiva, quando o professor é um auxiliar do aluno, um facilitador ( Carl Rogers).O professor traz o saber que o aluno já possui á consciência, e o aluno aprende por si mesmo. A epistemologia que fundamenta essa postura pedagógica é a apriorista. Esta epistemologia acredita que o ser humano nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética. A interferência do meio - físico ou social – deve ser reduzida ao mínimo. Na pedagogia relacional, quando o professor acredita que o aluno construirá algum conhecimento novo, se ele agir e problematizar a sua ação. Ação do aluno sobre material significativo para ele (assimilação). Que o aluno responda para si mesmo diante das perturbações (acomodação), provocadas pela assimilação. Com apropriação não mais do material, mas dos mecanismos de suas ações sobre esse material, pelo processo do reflexionamento e reflexão (Piaget, l977). O professor construtivista não acredita no ensino, em seu sentido convencional ou tradicional.

domingo, 24 de maio de 2009

Método Cliníco

A partir das leituras realizadas sobre o desenvolvimento mental segundo a teoria de Piaget, nós educadores podemos fazer uso da teoria Piagetiana como recurso para se conhecer e promover o desenvolvimento das potencialidades dos nossos alunos.
Com a aprendizagem sobre o método clínico, podemos aplicar o teste e analisar o estádio de nossas crianças. Com a aplicação do teste o observador ( professor) propõe uma questão simples e solicita a explicação do observado(aluno).
E observando as explicações da criança podemos identificar o estágio em que se encontra conforme o seu raciocínio das operações lógicas ou estruturas mentais. O resultado dessa observação permite-nos diagnosticar a prontidão para a aprendizagem verbal, quantitativa, espacial, algébrica e assim propor atividade adequada ao aluno.
A partir dos estudos sobre a teoria de Piaget aprendi que ao longo do processo de desenvolvimento, as pessoas apresentam estruturas cognitivas diferentes.
A construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações sobre objetos, provocando o desequilíbrio, e resultam em assimilação ou, acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de conhecimento. O desenvolvimento pode variar de um a outro indivíduo e também de um a outro meio social, algumas crianças avançam rapidamente ou outras avançam lentamente, mas isso não muda a ordem de sucessão dos estágios.

ESTÁDIOS DO DESENVOLVIMENTO

Estádio sensório-motor
Dura em média os dezoito primeiros meses de vida. Neste estádio, a partir de reflexos neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio, que vão se modificando gradualmente. As noções de espaço e tempo são construídas pela ação. O contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou pensamento. Neste estádio a criança busca adquirir controle motor e aprender sobre os objetos físicos que a rodeiam. A inteligência sensório-motora se caracteriza por ser exclusivamente prática perdura até o aparecimento da linguagem.
Estádio pré-operatório
Inicialmente (mais ao menos aos dois anos), a criança fala sozinha porque o seu pensamento ainda não está organizado, só com o decorrer deste período é que começa a organizá-lo, associando os acontecimentos com a linguagem na sua ação.
Esse período vai, em média, até mais ou menos os sete anos de idade.
A linguagem é o resultado de um longo processo de construção, a partir daquilo que ela faz (ênfase na ação do sujeito) com aquilo que ela traz (reflexos e capacidade de adaptação, desdobrando-se em suas funções de assimilação e acomodação) na interação com o meio. Também chamado de estádio da Inteligência simbólica.
A capacidade simbólica da criança pré-operatória é marcada pelo egocentrismo já que, em função da ausência de um equilíbrio entre os processos de assimilação e acomodação, há muitas assimilações deformantes da realidade ao eu, sem uma acomodação completa.
O pensamento é marcado pela intuição, pela percepção imediata da realidade e não pela lógica. Outro aspecto central do pensamento pré-operatório é a irreversibilidade do pensamento, a criança não consegue converter relações (como na relação direita-esquerda) que para ela são absolutas.
Estádio operatório concreto
Este período vai em média dos sete aos doze anos. A construção da capacidade de reversibilidade do pensamento assinala o ingresso nas operações concretas. A criança torna-se, então, capaz de realizar operações, ou seja, ações mentais, embora limitadas pelo mundo real.
A criança começa a ver o mundo com mais realismo. Neste período, são construídas as operações lógicas de classificação e seriação, conservações físicas de substância, peso e volume e conservações espaciais de comprimento, área e volume espacial e conceito de número. Apesar da criança já conseguir efetuar operações corretamente, precisa ainda do contato com o concreto.
Estádio operatório formal
Com idade dos doze aos dezesseis, aproximadamente.
Por ocasião da passagem para o operatório formal há uma inversão nas relações entre o real e o possível. No operatório concreto o real é quem define as possibilidades. Agora, neste estádio pode raciocinar com hipóteses e não com objetos. O operatório-formal permite trabalhar com o pensamento hipotético-dedutivo e estabelecer relações entre diferentes teorias. O adolescente neste estágio formula os resultados das operações concretas sob a forma de proposições e continua a operar mentalmente com elas. A adolescente pensa e formula hipóteses, estas capacidades vão permitir-lhe definir conceitos e valores.