A partir da análise das imagens na apresentação do power point e da leitura do texto Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola (KLEIMAN, 2006), percebe-se a diferença entre o letramento social e o letramento escolar.
Durante muito tempo, a escola mesmo sendo a mais importante agência de letramento preocupa-se, não com o letramento, prática social, mas apenas um tipo de prática de letramento, a alfabetização, processo de aquisição de códigos (alfabético, numérico) como afirma a autora do texto. Atualmente, para responder a demanda, é necessário conhecer as letras, mas não é o suficiente para ser competente no uso da língua escrita. A família, a igreja, a rua como lugar de trabalho, mostram orientações de letramento muito diferente estruturado de forma dinâmica e coletiva, a prática social. A criança começa a interagir com a prática do letramento no seu mundo social, por exemplo: quando seus pais lêem para ela, fazem anotações, através dos rótulos dos produtos,enfim. Portanto o processo de ensino-aprendizagem de leitura e escrita na escola não pode ser configurado como um mundo à parte, mas com a finalidade de continuar a preparar esta criança para a realidade na qual se insere.
Dominar o sistema de escrita e realizar a leitura de mundo, é fundamental para o sucesso do ser social e individual. Como afirma Soares (2001, p.18) “(...) letramento é, pois, o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter se apropriado da escrita”.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
DEBATENDO TESES SOBRE PROJETOS DE APRENDIZAGEM
A atividade foi muito interessante. Concordando em algumas questões e discordando em outras, argumentando o meu posicionamento inicial e sobre questões de desenvolvimento de um PA, acompanhando os posicionamentos da colega que consolidavam minhas idéias em algumas questões e outras fez com que eu refetisse, reformulando o meu o meu posicionamento.
A construção de um PA deve partir do interesse do aluno, que deve escolher o tema, formular a questão de investigação, as suas certezas provisórias e as dúvidas temporárias, o plano de ação, o mapas conceituas e a síntese do projeto.
A Questão de Investigação é necessária, deve ser objetiva para não perder o foco da pesquisa, e esta responderá sobre o que o aluno realmente quer saber.
As certezas provisórias são as informações prévias que os integrantes do grupo possuem sobre a questão de investigação e podem ser confirmadas ou transformadas em dúvidas; e as dúvidas temporárias são as lacunas detectadas durante o conhecimento.
O plano de ação deve ser flexível, pois este comunica como vai ser construído o conhecimento, que a cada idéia, a cada descoberta os caminhos de busca podem ser reorganizadas e replanejadas.
O mapa conceitual é um diagrama que mostra de forma organizada e sintetizada a relação dos conhecimentos prévios com a assimilação de novas informações que concretizam a elaboração de uma resposta.
A síntese do projeto é aprodução final, onde o grupo aponta as idéias principais, os caminhos percorridos e as estratégias que o grupo usou para a construção da aprendizagem.
A atividade possibilitou-me respostas para algumas dúvidas que eu nem havia percebido ainda ter, sobre a organização de PA. E este conhecimento é imprencindível para a realização do nosso estágio.
A construção de um PA deve partir do interesse do aluno, que deve escolher o tema, formular a questão de investigação, as suas certezas provisórias e as dúvidas temporárias, o plano de ação, o mapas conceituas e a síntese do projeto.
A Questão de Investigação é necessária, deve ser objetiva para não perder o foco da pesquisa, e esta responderá sobre o que o aluno realmente quer saber.
As certezas provisórias são as informações prévias que os integrantes do grupo possuem sobre a questão de investigação e podem ser confirmadas ou transformadas em dúvidas; e as dúvidas temporárias são as lacunas detectadas durante o conhecimento.
O plano de ação deve ser flexível, pois este comunica como vai ser construído o conhecimento, que a cada idéia, a cada descoberta os caminhos de busca podem ser reorganizadas e replanejadas.
O mapa conceitual é um diagrama que mostra de forma organizada e sintetizada a relação dos conhecimentos prévios com a assimilação de novas informações que concretizam a elaboração de uma resposta.
A síntese do projeto é aprodução final, onde o grupo aponta as idéias principais, os caminhos percorridos e as estratégias que o grupo usou para a construção da aprendizagem.
A atividade possibilitou-me respostas para algumas dúvidas que eu nem havia percebido ainda ter, sobre a organização de PA. E este conhecimento é imprencindível para a realização do nosso estágio.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Cultura Surda
Para a medicina ser surdo é o resultado da perda de uma habilidade disponível para os seres humanos, porem para a sociedade, implica em muitos outros fatores. Ser surdo não é melhor nem pior que ser ouvinte, mas diferente. É diferente, pois usa uma Língua diferente a LIBRAS.As línguas de sinais não são universal, cada língua de sinais tem sua própria estrutura gramatical.
Há pessoas surdas em todos os estados brasileiros e muitas destas pessoas vêm se organizando e formando associações pelo país. Como o Brasil é muito grande e diversificado, estas comunidades se diferenciam regionalmente em relação a hábitos alimentares, vestuários e situação sócio-econômica, entre outras diferenças e são estes fatores que geram também variações lingüísticas regionais.
As crianças surdas têm direito a participar da vida familiar, de uma escola comum e da comunidade. A Integração depende, dentre outros fatores, de uma comunidade que esteja preparada para conviver e aceitar aqueles que são diferentes. Integração é um processo dinâmico que possibilita ao surdo interagir, conviver e comunicar-se com outras pessoas. Se os pais e profissionais da educação possibilitar condições para a criança, ter acesso ao sistema educacional, se assegurarem seu direito a uma atividade produtiva, como qualquer cidadão, estarão contribuindo para sua verdadeira integração no contexto social.
Acredito com todos estes fatores, que lhes são de direito, a criança surda vai construir sua identidade, com confiança, segurança, tendo capacidade para uma vida normal e com direito de ser feliz.
Não tenho um contato direto com nenhuma pessoa surda, e não domino a língua de sinais. Mas se fosse preciso me comunicar com uma pessoa surda, eu escreveria um bilhete (caso esta pessoa fosse alfabetizada). Falaria claramente as palavras e devagar com esta pessoa. Falaria frente a frente, com a boca visível, para o caso da pessoa surda saber, poderia fazer a leitura labial.
Há pessoas surdas em todos os estados brasileiros e muitas destas pessoas vêm se organizando e formando associações pelo país. Como o Brasil é muito grande e diversificado, estas comunidades se diferenciam regionalmente em relação a hábitos alimentares, vestuários e situação sócio-econômica, entre outras diferenças e são estes fatores que geram também variações lingüísticas regionais.
As crianças surdas têm direito a participar da vida familiar, de uma escola comum e da comunidade. A Integração depende, dentre outros fatores, de uma comunidade que esteja preparada para conviver e aceitar aqueles que são diferentes. Integração é um processo dinâmico que possibilita ao surdo interagir, conviver e comunicar-se com outras pessoas. Se os pais e profissionais da educação possibilitar condições para a criança, ter acesso ao sistema educacional, se assegurarem seu direito a uma atividade produtiva, como qualquer cidadão, estarão contribuindo para sua verdadeira integração no contexto social.
Acredito com todos estes fatores, que lhes são de direito, a criança surda vai construir sua identidade, com confiança, segurança, tendo capacidade para uma vida normal e com direito de ser feliz.
Não tenho um contato direto com nenhuma pessoa surda, e não domino a língua de sinais. Mas se fosse preciso me comunicar com uma pessoa surda, eu escreveria um bilhete (caso esta pessoa fosse alfabetizada). Falaria claramente as palavras e devagar com esta pessoa. Falaria frente a frente, com a boca visível, para o caso da pessoa surda saber, poderia fazer a leitura labial.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Múltiplas Linguagens
Apesar de haver correlação entre a fala e a escrita, o ato de falar é diferente do ato de escrever. A língua escrita não é mera reprodução da fala, não escrevemos exatamente como falamos.
A representação da fala, da escrita e da leitura são construídas a partir de determinadas práticas culturais e estruturas sociais. Não falamos sempre da mesma forma e nem escrevemos adotando sempre o mesmo estilo.
A fala vai depender do lugar do qual falamos, do conteúdo, das circunstâncias e dos sujeitos envolvidos. Ao escrevermos um bilhete ou uma carta a amigos ou familiares utilizaremos uma escrita informal, enquanto que ao escrevermos um texto para apresentação de um trabalho será de maneira mais formal, com um planejamento sobre o que queremos transmitir. Refletindo sobre as características da sociedade global, e do novo modo de vida, podemos nos perguntar a respeito do trabalho com oralidade, leitura e escrita na escola em função de novos discursos que se impõem como “desafios contemporâneos”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
DALLA ZEN; TRINDADE. A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais. 2002.
A representação da fala, da escrita e da leitura são construídas a partir de determinadas práticas culturais e estruturas sociais. Não falamos sempre da mesma forma e nem escrevemos adotando sempre o mesmo estilo.
A fala vai depender do lugar do qual falamos, do conteúdo, das circunstâncias e dos sujeitos envolvidos. Ao escrevermos um bilhete ou uma carta a amigos ou familiares utilizaremos uma escrita informal, enquanto que ao escrevermos um texto para apresentação de um trabalho será de maneira mais formal, com um planejamento sobre o que queremos transmitir. Refletindo sobre as características da sociedade global, e do novo modo de vida, podemos nos perguntar a respeito do trabalho com oralidade, leitura e escrita na escola em função de novos discursos que se impõem como “desafios contemporâneos”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
DALLA ZEN; TRINDADE. A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais. 2002.
LIBRAS - LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS
Fiquei bastante contente quando soube que teríamos a disciplina de Libras neste semestre, acho importante para que se algum dia tivermos um aluno surdo, poderemos interegir com ele. Considera-se pessoas surdas aquela que, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Libras. Para a medicina ser surdo é o resultado da perda de uma habilidade disponível para os seres humanos, porem para a sociedade, implica em muitos outros fatores. Ser surdo não é melhor nem pior que ser ouvinte, mas diferente. É diferente, pois usa uma Língua diferente a LIBRAS.
A Língua Brasileira de Sinais foi desenvolvida a partir da língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua.
A LIBRAS possui estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço.
Segundo a legislação vigente, Libras constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas com deficiência auditiva do Brasil, na qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria.
Decretada e sancionada em 24 de abril de 2002, a Lei N° 10.436, no seu artigo 4º, dispõe o seguinte:
"O sistema educacional federal e sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente".
A Língua Brasileira de Sinais foi desenvolvida a partir da língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua.
A LIBRAS possui estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço.
Segundo a legislação vigente, Libras constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas com deficiência auditiva do Brasil, na qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria.
Decretada e sancionada em 24 de abril de 2002, a Lei N° 10.436, no seu artigo 4º, dispõe o seguinte:
"O sistema educacional federal e sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente".
As crianças surdas têm direito a participar da vida familiar, de uma escola comum e da comunidade. A Integração depende, dentre outros fatores, de uma comunidade que esteja preparada para conviver e aceitar aqueles que são diferentes. Integração é um processo dinâmico que possibilita ao surdo interagir, conviver e comunicar-se com outras pessoas. Se os pais e profissionais da educação possibilitar condições para a criança, ter acesso ao sistema educacional, se assegurarem seu direito a uma atividade produtiva, como qualquer cidadão, estarão contribuindo para sua verdadeira integração no contexto social.
Acredito com todos estes fatores, que lhes são de direito, a criança surda vai construir sua identidade, com confiança, segurança, tendo capacidade para uma vida normal e com direito de ser feliz.
Acredito com todos estes fatores, que lhes são de direito, a criança surda vai construir sua identidade, com confiança, segurança, tendo capacidade para uma vida normal e com direito de ser feliz.
domingo, 1 de novembro de 2009
Formação Docente da EJA
O preparo de um docente voltado para a EJA deve incluir, além das exigências formativas para todo e qualquer professor, aquelas relativas à complexidade diferencial desta modalidade de ensino.O professor deve estar preparado para interagir empaticamente com esta parcela de estudantes e de estabelecer o exercício do diálogo. Esta formação deve ser obrigatória para os cursos que se submetem à LDB e pode servir de referência para alfabetizadores ligados a quadros extra-escolares.
Muitos jovens e adultos, até mesmo pelo seu passado e presente, movem-se para a escola com forte motivação, buscam dar uma significação social para as competências, articulando conhecimentos, habilidades e valores. Os docentes deverão se preparar e se qualificar para a constituição de projetos pedagógicos que considerem modelos apropriados a essas características e expectativas.
Trata-se de uma formação em vista de uma relação pedagógica com sujeitos, trabalhadores ou não, com marcadas experiências vitais que não podem ser ignoradas. E esta adequação tem como finalidade, dado o acesso à EJA, a permanência na escola via ensino com conteúdos trabalhados de modo diferenciado com métodos e tempos intencionados ao perfil deste estudante. Também o tratamento didático dos conteúdos e das práticas não pode se ausentar nem da especificidade da EJA e nem do caráter multidisciplinar e interdisciplinar dos componentes curriculares.
É importante que a formação continuada e permanente dos educadores seja realizada com base no entendimento da multiculturalidade, enquanto criação histórica que, como tal, exige de todos nós o estabelecimento democrático e coletivo de fins comuns para uma convivência ética. Nessa perspectiva, a educação é instância propícia e espaço privilegiado para a realização da convivência e das trocas entre as diferentes culturas, o que é possível com a criação de espaços interculturais e intertransculturais, onde a multiculturalidade se fará presente e estabelecerá, num primeiro momento, o que Freire chama de unidade na diversidade (FREIRE, 1994, p. 157) e, num segundo momento, a luta pela construção de uma sociedade que fala de paz, e, para tanto, faça justiça.
Muitos jovens e adultos, até mesmo pelo seu passado e presente, movem-se para a escola com forte motivação, buscam dar uma significação social para as competências, articulando conhecimentos, habilidades e valores. Os docentes deverão se preparar e se qualificar para a constituição de projetos pedagógicos que considerem modelos apropriados a essas características e expectativas.
Trata-se de uma formação em vista de uma relação pedagógica com sujeitos, trabalhadores ou não, com marcadas experiências vitais que não podem ser ignoradas. E esta adequação tem como finalidade, dado o acesso à EJA, a permanência na escola via ensino com conteúdos trabalhados de modo diferenciado com métodos e tempos intencionados ao perfil deste estudante. Também o tratamento didático dos conteúdos e das práticas não pode se ausentar nem da especificidade da EJA e nem do caráter multidisciplinar e interdisciplinar dos componentes curriculares.
É importante que a formação continuada e permanente dos educadores seja realizada com base no entendimento da multiculturalidade, enquanto criação histórica que, como tal, exige de todos nós o estabelecimento democrático e coletivo de fins comuns para uma convivência ética. Nessa perspectiva, a educação é instância propícia e espaço privilegiado para a realização da convivência e das trocas entre as diferentes culturas, o que é possível com a criação de espaços interculturais e intertransculturais, onde a multiculturalidade se fará presente e estabelecerá, num primeiro momento, o que Freire chama de unidade na diversidade (FREIRE, 1994, p. 157) e, num segundo momento, a luta pela construção de uma sociedade que fala de paz, e, para tanto, faça justiça.
EJA
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é o segmento de ensino da rede escolar pública brasileira que recebe os jovens e adultos que não completaram os anos da Educação Básica em idade apropriada. No início dos anos 90, o segmento da EJA passou a incluir também as classes de alfabetização inicial. O segmento é regulamentado pelo artigo 37 da LDB.
Entende-se por Educação de Jovens e Adultos a modalidade integrante da educação básica destinada ao atendimento de alunos que não tiveram, na idade própria, acesso ou continuidade de estudo no ensino fundamental e médio. A denominação Educação de Jovens e Adultos substitui o termo ensino supletivo da Lei n.º 5.692/71 e atualmente, no Brasil, compreende o processo de alfabetização, cursos ou exames supletivos nas etapas fundamental e média.
Nos documentos legais pertinentes, a EJA é considerada mais do que um direito: é a chave para o século XXI, por ser conseqüência do exercício da cidadania e condição para a participação plena na sociedade, incluindo aí a qualificação e a requalificação profissional.
A Educação de Jovens e Adultos representa uma dívida social não reparada para com os que não tiveram acesso à escola e nem domínio da escrita e leitura como bens sociais, na escola ou fora dela, e tenham sido a força de trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras públicas. Ser privado deste acesso é, de fato, a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na convivência social contemporânea, pois infelizmente o número de analfabetos no Brasil é superior a quinze milhões.
Entende-se por Educação de Jovens e Adultos a modalidade integrante da educação básica destinada ao atendimento de alunos que não tiveram, na idade própria, acesso ou continuidade de estudo no ensino fundamental e médio. A denominação Educação de Jovens e Adultos substitui o termo ensino supletivo da Lei n.º 5.692/71 e atualmente, no Brasil, compreende o processo de alfabetização, cursos ou exames supletivos nas etapas fundamental e média.
Nos documentos legais pertinentes, a EJA é considerada mais do que um direito: é a chave para o século XXI, por ser conseqüência do exercício da cidadania e condição para a participação plena na sociedade, incluindo aí a qualificação e a requalificação profissional.
A Educação de Jovens e Adultos representa uma dívida social não reparada para com os que não tiveram acesso à escola e nem domínio da escrita e leitura como bens sociais, na escola ou fora dela, e tenham sido a força de trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras públicas. Ser privado deste acesso é, de fato, a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na convivência social contemporânea, pois infelizmente o número de analfabetos no Brasil é superior a quinze milhões.
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